Tudo sobre Raw Food/Comida viva

September 1, 2017

 

 

Um dos assuntos mais em voga na alimentação natural, principalmente lá fora, é a tal da Raw food, já ouviram falar?

 

 Toda vez que leio RAW me vem essa imagem na cabeça. #maturidades

 

A minha curiosidade sobre o assunto começou com o curso do Natural Chef, que me apresentou a famosa desidratadora de alimentos. É uma máquina, composta por várias bandejas - circulares ou quadradas - que ficam empilhadas. Entre esses compartimentos, o ar sai da base e circula por todo o equipamento em temperaturas que variam de acordo com o fabricante, mas normalmente gira em torno de 40° a 70°C, ou seja, é levemente quente, sendo esse o elemento CHAVE de tudo. Mas já chegamos lá!

E depois de muito desejar, consegui atingir o sonho da desidratadora própria e fiquei naquela E AGORA JOSÉ, COMO USO ISSO?

 

Eu já tinha tido uma aula muito boa com a Lidiane Barbosa sobre o assunto, - já que ela é apaixonada pelo tema e vive falando que a melhor compra da vida dela foi a desidratadora -, e aprendi algumas coisas ali. Mas não dá para ver tudo em poucas horas né, então arregacei minhas manguinhas e fui atrás de informação sobre comida viva, seus benefícios, etc.

Ia falar das técnicas e como melhor usufruir do meu mais novo queridinho aqui também (<3) mas o post ia ficar muito grande, então eu fiz um outro só para falar da desidratadora, tá? Acompanhem. 

 

Segue um apanhado do que eu achei mais relevante sobre Alimentação Viva.

 

 

 

// 1. O que é?

Raw food - em tradução literal, comida crua -, e aqui no Brasil, também chamada de alimentação viva ou crudívora, é basicamente se alimentar de ingredientes que tenham sido muito pouco ou nada processados e cozidos para que você obtenha o máximo de nutrientes, que podem ser perdidos durante a cocção, e para evitar o uso de aditivos na comida, como corantes, conservantes, pesticidas etc.

Desta forma, os alimentos também conseguem preservar fitonutrientes, vitaminas, fibras e até proteínas que se perdem com o seu cozimento. Além disso, há quem sustente que cozinhando o alimento, as enzimas presentes nos alimentos crus, que podem auxiliar na digestão da própria comida, se perdem, apesar de que nada disso estar muito bem comprovado.

Por ser composta na sua maioria por legumes, leguminosas, vegetais e frutas, os praticantes deste tipo de alimentação são, em sua maioria vegetarianos ou veganos, mas qualquer um pode se aventurar, até porque esse tipo de consumo de alimentos ainda pode ser muito desbravado. Para alguns essa alimentação é um estilo de vida, mas para outros é apenas uma dieta.

 

// 2. Como funciona?

Na maioria dos casos, não se cozinha o alimento; ou se cozinha em meio ácido, - como no suco de limão -; ou por fermentação; ou por meio da técnica de branqueamento (cozinhar o alimento em água fervente por alguns poucos minutos e depois esfriá-lo rapidamente em água gelada, deixando-o al dente); ou por meio da desidratação do alimento (com aquecimento leve de até 50ºC), por meio da desidratadora/forno/sol. Ainda, os grãos, como as leguminosas, são deixados de molho e germinados para então serem consumidos. É bom lembrar que processar os alimentos, como no liquidificador ou no processador, é uma forma de consumi-los, como em sucos, smoothies, pastas, crackers, sopas frias, etc. 

 

// 3. Quais alimentos são permitidos?

Não existe uma regra específica, cada um segue como achar melhor. De modo geral, todos os legumes, verduras, frutas, grãos, oleaginosas são "permitidos". Os lácteos também, desde que crus (não pasteurizados e homogeneizados). E ainda, de origem animal, pode-se consumir ovos, peixes e carne bovinas, porém, somente crus ou cozidos em meio ácido ou aquecidos até uma temperatura de 47ºC, normalmente. 

 

 

 

 

// 4. Quais são proibidos/Deve-se evitar?

Os alimentos processados e cozidos. E além deles, o açúcar refinado, o café (#morta), chá, o álcool, as massas e os óleos refinados.

Há, claro, alimentos que se deve comer com muita cautela, porque, por serem crus, podem apresentar propriedades e microorganismos nocivos a nos, como: trigo mourisco, ovo, carne, leite e a mandioca. 

 

// 5. Quais são os benefícios?

O maior benefício seria, como exposto anteriormente, a preservação de maior parte dos nutrientes presentes no alimento, trazendo assim uma melhor digestão, desintoxicação do organismo, maior reforço da imunidade, fatores estes que contribuiriam para a prevenção de doenças, principalmente do coração e diabetes, perda de peso e consequentemente na sensação de bem-estar, disposição e energia.

Alguns estudos já comprovaram que legumes, verduras, frutas e outros insumos perdem grande parte de suas vitaminas, minerais, proteínas e até fibras, quando submetidos a altas temperaturas, principalmente expostas por prolongado período de tempo. A vitamina C, por exemplo, por ser um composto extremamente instável, facilmente se perde.

 

Obs. Mas PERA LÁ. Não dá para aplicar essa ideia como regra geral. Como se sabe, alguns nutrientes são melhores absorvidos pelo organismo quando aquecidos levemente, como o licopeno e o ferro. Além disso, outros vegetais e legumes, principalmente folhosos verdes e leguminosas, mesmo que, em tese, sejam saudáveis, apresentam compostos tóxicos para nós, chamados de antinutrientes, como o oxalato, os fitatos e lecitinas, os quais, se perdem em grande parte quando os alimentos são postos de molho em meio ácido e depois aquecidos. Por isso devem ser consumidos crus com moderação. Então, na minha visão, sem radicalismos, é sempre bom ter um equilíbrio e consumir legumes, verduras e frutas de formas variadas. 

 

 

 

Outro benefício, dai advindo somente da desidratação do alimento, seria a sua maior conservação. Como a água é retirada, meio em que a grande maioria dos microorganismos se desenvolve, os alimentos desidratados tem uma validade muito maior e podem ser armazenados por um bom tempo em temperatura ambiente. Ou seja, é inclusive uma alternativa para evitar o desperdício, quando temos excesso de um alimento e não queremos que estrague. Posteriormente, você pode consumi-los secos, como forma de snack, por exemplo, ou hidratá-los em água e utilizá-los em outras preparações como sopas, molhos, recheios, etc. 

 

Por fim, fica um ideia de como usar o alimento desidratado. 

Fiz um snack com cenoura, beterraba, couve e batata doce desidratada, usando essa maionese verde como molho, ficou bem legal.  

 

 

 

 

 

No próximo post, falo melhor sobre a desidratadora e como usá-la.

 

 

Com amor,

Luísa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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